Notadamente as legislações nacionais passaram a tratar de maneira mais ampla o manejo de resíduos. No Brasil a lei impôs a obrigatoriedade do tratamento antes da disposição final, incluindo a reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento energético dos resíduos sólidos, de acordo com uma hierarquia de priorizações, cabendo ao aterro sanitário o confinamento do resíduo último (rejeito), ou seja, aquele que esgotou as possibilidades de valorização.

Essas obrigações criam uma cadeia positiva de valor em torno dos resíduos sólidos urbanos, promovendo ao mesmo tempo a proteção climática e a preservação de recursos naturais. Possibilitam ainda o incremento econômico do mercado, uma vez que criam diferentes fluxos para recepção e distribuição de recursos secundários provenientes de materiais antes descartados sem nenhuma utilidade.

A formação de um novo mercado, mais complexo e dinâmico, também impõe desafios para gestores públicos e privados. Esforços como capacitação de recursos humanos; escolha de rota tecnológica; plano de negócios exequível; financiamento, aquisição e transferência de tecnologias; licenciamento ambiental; gestão; eficiência operacional e qualidade dos subprodutos, constituem as atuais demandas para a consolidação da expertise nacional no cenário que inclui o tratamento e a valorização como partes integrantes do manejo sustentável de resíduos sólidos urbanos. Nesse sentido, a promoção de uma gestão sustentável de resíduos irá promover a preservação ambiental e a proteção climática.

fluxo1